JANEIRO 2019

Soja e outras plantas de verão em pleno crescimento.
Citros, café e cana de açúcar enfrentando limitações do clima.

 
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:: Agricultura sustentável em benefício da Amazônia
Fernando Penteado Cardoso - Eng.Agr.Sênior, produtor, presidente da "Fundação Agrisus - Agricultura Sustentável"
O fogo é um recurso de trabalho para “limpar” a área a ser plantada. Onde há um foco de calor detectado por satélite há um homem trabalhando, produzindo em pequena escala (posseiro) ou em grande área (empresa), dando serviço a milhares de patrícios, que não são invasores fora da lei.


Devemos nos orgulhar deles, e os que assim não pensam, que se dêem ao trabalho de conhecer o que se passa no sertão e na floresta. A mata alta, dita pesada, é derrubada unicamente para aproveitamento da terra, -e do clima, - em ambiente de tocos e troncos remanescentes, seja com cereais de cova, seja para pastagens.


A soja vem 10/20 anos depois, quando, após apodrecimento, a destoca das áreas em pasto se torna econômica, de custo semelhante ao da abertura do cerrado. Isso está acontecendo em pastagens antigas porque os cerrados ralos, fáceis de serem abertos, estão escasseando ou apresentam difícil acesso, os cerrados pesados, de transição, estão ficando muito onerosos para “limpar”, e a destoca de mata alta é inviável pelo custo.


Note-se também que está aumentando o plantio de soja em solos arenosos, dito frágeis, ora em pasto, porque aprendemos a protegê-los pelo sistema de plantio direto, que tanto mantém como ainda aumenta a fertilidade, assegurando uma agricultura sustentável. É só ir ver para entender.


Nossos ecologistas, quando bem intencionados, deveriam viajar mais, conhecer melhor o Brasil, conversar com os homens que trabalham, saber das dificuldades que os afligem e ajudarem a encontrar solução para os problemas existentes. Poderiam começar visitando o site www.obt.inpe.br/prodes.


Aos ambientalistas por ideologia limito-me a pedir: deixem de atrapalhar e retardar o progresso, e a lembrar: o homem aprendeu a ir até a lua, mas ainda não sabe obter fotossíntese à sombra do dossel das copas florestais. Daí abrirmos a mata para deixar entrar luz e poder plantar café, arroz, feijão, milho e pasto com o boi que dá carne, assim capitalizando as chuvas com que a Providência nos premiou.
(ra)
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Conveniada: Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz - FEALQ 
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