JULHO 19

As colheitas de cana-de-açúcar, café, citros e muitas outras frutíferas avançam nas regiões produtoras enquanto o frio e a estação seca preparam as plantas para as novas floradas e futuras produções.

 
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:: Desenvolvimento sustentável: Amazônia segue o legado do Cerrado
Fernando Penteado Cardoso - Eng. Agr. Sênior, produtor e presidente da "Fundação Agrisus - Agricultura Sustentável"
Recentemente foi noticiado que diretores do INPE foram apresentar à Ministra do Meio Ambiente o resultado das avaliações da área de abertura na Amazônia no ano 2002/03. Imediatamente a mídia nacional criou manchetes e as ONGs internacionais fizeram grande alarde sobre o assunto, repetindo a ladainha da devastação e destruição.

Nenhuma menção foi feita ao “outro lado da medalha”, focalizando o trabalho, o investimento, a produção e a geração de empregos. Imaginamos então uma notícia que viesse analisar a matéria sob outro ângulo mais otimista, sem prejuízo da necessária verossimilhança, em que pese certo sentido desiderativo que viesse a nos encher de orgulho e de esperança.


Brasília, 7 de Abril (do Enviado Especial ) - O Ministro da Agricultura, em companhia do Diretor do INPE, foram levar ao Presidente da República o resultado do último levantamento, feito com apoio em satélites, sobre a abertura de novas áreas na Amazônia, destinadas à produção agropecuária.

Informou o diretor que, juntamente com sua equipe, havia se deslocado até S. José do Xingu/MT para conhecer de perto aquilo que as câmeras espaciais haviam transmitido com resolução insuficiente. Informou que, para sua surpresa, as novas áreas se localizam na maior parte em matas de transição, de solos pobres, com muito pouca madeira de lei.

Disse ainda ter se admirado com o espírito empresarial dos produtores, em boa parte gaúchos, que se dispõem a fazer grandes investimentos com derrubada, enleiramento, desenraizamento, calagem, estradas, moradias e demais benfeitoras a fim de que as novas áreas entrassem em produção.

Elogiou os pioneiros que se sujeitam ao desconforto e ao risco de malária, inevitáveis na fase inicial desses empreendimentos. Respondendo a pergunta do Presidente, o Ministro da Agricultura, confirmou que as aberturas de 2002, totalizando os 2,3 milhões de hectares avaliados, que entraram em produção em 2003, foram fator complementar do sucesso da última safra colhida de 130 milhões de toneladas de grãos e o recorde das exportações de carne, que vieram salvar nossa balança comercial.

Acrescentou que as novas aberturas ensejam milhares de postos de trabalho, os quais se estabilizam no complexo agrícola subseqüente, que inclui o transporte e as incontáveis atividades da vida urbana das novas cidades que dão suporte às famílias que habitam as novas fazendas.

Informou que havia igualmente visitado a região, notando que a maior parte das aberturas obedecem aos limites legalmente autorizados, que a terra cultivada apresenta notável aumento de fertilidade comparada à da floresta primária e que as novas tecnologias adotadas pela totalidade dos produtores, mantendo o solo imperturbado recoberto de resíduos, conhecido por plantio direto, vinham assegurando uma agricultura sustentável, com vistas às gerações futuras.

Incapaz de disfarçar seu entusiasmo, o Presidente disse que era gratificante ouvir notícias otimistas que vinham compensar as lamúrias de todo o dia que ouvia de outros setores. Externou que se sentia orgulhoso pelo trabalho dos que se ocupam em desenvolver a maior riqueza dos Pais que é sua grande extensão de terra sob um clima favorável de luz, calor e chuva.

Esse trabalho não era uma devastação, como erroneamente se menciona, mas representa a evolução da civilização brasileira, o que está comprovada pelas novas cidades como Sorriso, Sapezal, Sinop, Alta Floresta e muitas outras, com sua pujante atividade rural e urbana, tanto econômica como cultural.

Comentou que se trata de um segundo grande episódio agrícola do Pais, que tanto preocupa certos círculos clorofilados do exterior. Primeiro foi o café baseado em terras férteis e trabalho braçal; agora é a vez da soja a partir do solo fraco, dos fertilizantes e das máquinas, cada um usando a melhor tecnologia disponivel na sua época.

Concluindo, disse que iria se concentrar na indispensável infra-estrutura, pois sentia confiança no futuro da nossa agropecuária, que estava destinada, segundo o laureado Doutor Borlaug, a ajudar a alimentar o mundo quando tiver 8 ou 10 bilhões de habitantes, como previsto para meiados de nosso século.
(ra)
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