JULHO 19

As colheitas de cana-de-açúcar, café, citros e muitas outras frutíferas avançam nas regiões produtoras enquanto o frio e a estação seca preparam as plantas para as novas floradas e futuras produções.

 
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:: Ainda os calcários
Fernando Penteado Cardoso - Eng. Agr. Sênior, produtor e presidente da "Fundação Agrisus - Agricultura Sustentável".
No correr de 1953 e 1954 os pesquisadores de Instituto Agronômico de Campinas** estudaram alguns calcários do Estado de S.Paulo visando conhecer e determinar sua reatividade, como seja a solubilidade em ácidos orgânicos diluídos.

Na revisão bibliográfica encontraram que Morgan e Selter, dos EUA, já haviam concluído em 1923 que a solubilidade dos calcários em ácido acético mostrou uma correlação estreita com a reação dos materiais no solo.

Tomaram então três calcários sedimentares de Piracicaba (Bairrinho), Rio Claro (Assistência) e Limeira (Faz.Caieira), três materiais metamórficos de Itapeva, Capão Bonito e Sorocaba, chamados da Série S.Roque, 1 amostra de Taubaté marmóreo, todos dolomíticos e, para comparação, 1 tipo calcítico de Goiás.

Foram determinados os teores totais de CaO e de MgO, bem como a extração por ácido acético a 1% para cada grau de moagem, seja da finura. Estudaram ainda qual o volume de ácido necessário para indicação da reatividade.

Os resultados das análises mostraram que o material calcítico é mais “mole” que os dolomíticos e que, dentro desta categoria, os sedimentares são mais “moles” que os metamórficos, sendo o de Taubaté o mais “duro” de todos.

Concluíram ainda que a solubilidade acética dos materiais mais finos se acentua para os calcários mais ricos em magnésio, requerendo estes moagem mais rigorosa. Também chegaram à conclusão que a extração com ácido acético a 1%, na proporção de 1:200 é satisfatória, proporcionando uma distinção mais ampla dentre os materiais calcários.

Trinta anos depois, seja na década de 1980, a Manah repetiu o experimento, utilizando o ácido cítrico a 2%. Os resultados foram bastante coerentes quanto à importância do tipo de minério e do grau de moagem, com a conclusão de que os materiais mais “duros”se tornam totalmente reativos pela calcinação.

Em que pese o trabalho pioneiro do IAC em 1953, confirmado pelo trabalho da Manah, verifica-se que após 50 anos os calcários continuam sendo classificados pelos teores e pela moagem, a partir dos quais se determina o PRNT, sem se levar em conta a natureza mineralógica do material e do tratamento requerido para que se torne reativo a fim de produzir os resultados almejados, dentro dos prazos esperados.

** J.Romano Gallo e R.A.Catani, Bragantia- Vol 13, Ns. 5 e 10.
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