JANEIRO 2019

Soja e outras plantas de verão em pleno crescimento.
Citros, café e cana de açúcar enfrentando limitações do clima.

 
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:: Restrições da Aplicação dos Resultados da Pesquisa na Agr. Tropic al
Dr. Ady Raul da Silva - Resumo de Capitulo do livro Ciência, agricultura e sociedade.



RESTRIÇÕES À APLICAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA
NA AGRICULTURA TROPICAL

Ady Raul da Silva*


Resumo

Há uma intensa campanha internacional contra o desenvolvimento dos países tropicais, direcionada, principalmente, para a não-utilização de seus recursos naturais. Essa campanha no Brasil teve grande êxito, ao criar uma legislação que restringe o uso de 50% do território nacional, para fins produtivos. Conquanto o Brasil tenha a legislação ambiental mais restritiva do mundo ao próprio desenvolvimento, os ambientalistas, não satisfeitos com isso, empenham-se em ampliar essas restrições.

Organizações não-governamentais (ONGs), instituídas ou financiadas por países do Primeiro Mundo, são as responsáveis por essa campanha, que tem dois objetivos:

• Evitar que os 80% da população mais pobre do mundo consuma recursos naturais na mesma proporção com que eles o fazem, porque isso criaria problemas ambientais e de escassez, segundo os dados do Banco Mundial e do World Wildlife Fund (WWF).

• Impedir a concorrência com a produção daqueles países, na agricultura, setor em que não são competitivos, sobrevivendo no mercado internacional graças a subsídios à produção e à comercialização, a barreiras alfandegárias e a outras medidas restritivas à importação, contrariando o princípio de livre comércio que obrigam os países pobres a adotar para os seus produtos industriais e para a área de serviços.

A campanha ambientalista restringe ou impede a utilização dos avanços tecnológicos, resultados da pesquisa, por dois métodos:

• Impedir a utilização de grandes áreas pela agricultura, pecuária e silvicultura - no Brasil, 49,1 % de sua área territorial, e, se forem incluídas as áreas com restrições, ela aumenta para 79,6%.

• Desmoralizar e desestimular o uso de tecnologias que possibilitam e aumentam a produção e a produtividade da agricultura e da silvicultura, como adubação, defensivos agrícolas, produtos da biotecnologia e introdução de espécies mais eficientes, os quais são usados intensamente pelos países ricos.

Os países ricos pressionam os países subdesenvolvidos a adotar o que chamam de desenvolvimento sustentado, isto é, basicamente o extrativismo controlado, o que determina rendimento muito pequeno, condenando a população a um padrão de vida muito baixo, padrão que eles não aceitam para as próprias populações.







Centralizam sua campanha no endeusamento das florestas nativas e na manutenção da biodiversidade, além de se oporem ao desenvolvimento da agricultura, da pecuária, da silvicultura e da mineração, estendendo suas restrições a toda a infra-estrutura, tais como à construção de hidrelétricas, rodovias e hidrovias, e também ao financiamento à produção e à infra-estrutura. Assim, impedem o desenvolvimento a toda a população, e não apenas àquela ligada ao setor produtivo rural.

É preciso, pois, adotar o princípio que eles estabeleceram para si e praticam: proteger o meio ambiente, com a condição de não afetar o desenvolvimento socioeconômico, e assegurar bom padrão de vida à nossa população.

* Eng. Agr. Ph.D em Genética Vegetal

Excerto de “Ciência, agricultura e sociedade”- Ed. técnico E. Paterniani-
EMBRAPA 2006-pág. 485


“Os alarmistas do ambiente estão por aí mascateando sua
filosofia para os paises em desenvolvimento onde já existe
fome na população. No que me concerne, isto é imoral”.
Dodswell e Borlaug, citado por E. Malavolta.





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