JULHO 19

As colheitas de cana-de-açúcar, café, citros e muitas outras frutíferas avançam nas regiões produtoras enquanto o frio e a estação seca preparam as plantas para as novas floradas e futuras produções.

 
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(mla)
:: CIRCULAR-11/2004
Alguém, anos atrás, chamou de “Plantio Direto na Palha” a tecnologia que se tornou viável graças à invenção dos herbicidas. Enquanto o controle das invasoras se fazia por cultivos mecânicos, nem pensar em deixar restos de cultura para atrapalhar as
enxadinhas puxadas por muares ou tracionadas a motor.

Tudo começou quando cientistas ingleses da ICI criaram, lá pelos anos 40, a molécula do “Paraquat”, o primeiro dessecante por contacto. Então, agrônomos da Universidade de Kentucky, EUA, constataram que era possível plantar “dentro” da manta de invasoras dessecadas entremeadas de restolhos, sem que o solo fosse arado e gradeado (tilled).

A manutenção dessa camada de resíduos vegetais (mulch), em contínuo processo de decomposição, é o grande desafio tanto dos produtores como dos pesquisadores.

Nos climas de curta estação chuvosa, como da BA, MA e PI, não há tempo para produzir biomassa de milheto, - ou outro, - antes do plantio: é preciso semear nas primeiras chuvas, logo que somem 100 mm. Também não dá para produzir bastante palha depois da cultura principal, pois as chuvas “cortam” (cessam) logo após a colheita.

A solução óbvia é aproveitar as últimas chuvas do ciclo semeando dentro da cultura principal. Colhida esta, o milheto, sorgo ou braquiária já têm raízes para vegetar com a umidade remanescente. Mas, o sobre-semeio apresenta a dificuldade de “mal pegamento”, quando ocorre parada da chuva logo após o inicio da germinação. O ressecamento da semente depois de “inchadas” pode ser fatal para o embrião já despertado, mas ainda sem raízes para se abastecer de água.

A solução para o problema pode estar no recobrimento da semente com material que conserve a umidade por algum tempo, até que a radícula primária alcance e penetre no solo. Constatando essa dificuldade em recente visita o sul do Maranhão e do Piauí, lembrei-me que na Nova Zelândia, o diretor de uma firma peletizadora em Christ Church - Ilha do Sul, me disse que, naquele país, nenhuma semente é aplicada na superfície da terra a menos que tratada por recobrimento (coating).

Já existem empresas especializadas nesse recobrimento, também chamado de capeamento ou peletização. Já existe um produto (Hidroplant) que, adicionado à argila ou outro material recobridor, torna em gel a água nele impregnada, retardando a evaporação. A umidade, assim, se mantém por mais tempo.


Então o que estaria faltando? Falta que os órgãos de pesquisa, -como a Embrapa, as entidades dos produtores e outras-, se conscientizem de que não existe Plantio Direto sem palha, -bastante palha-! Faltam experimentos. Faltam agrônomos que reconheçam o problema e se disponham a resolvê-lo, pesquisando!

A Fundação Agrisus está aí para apoiar bons projetos.

Cordialmente,

F.Cardoso, Presidente

Visite “www.agrisus.org.br”-Venha nos conhecer.










Fonte:
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Conveniada: Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz - FEALQ 
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