:: CIRCULAR-janeiro-fevereiro/2005
Dando cumprimento a esse importante propósito, estamos organizando um cadastro de todas as faculdades e universidades que se dedicam às ciências agrárias. Essa listagem, obtida inicialmente da ABEAS, vem sendo complementada conforme novas informações recebidas.

O “plantio direto na palha” é uma tecnologia para alcançar um objetivo mais amplo, como seja o do melhoramento e conservação do solo. Os dois congressos internacionais da agricultura conservacionista (Madrid 2001 e Foz do Iguaçu 2003) concluíram que “manter o solo imperturbado recoberto de resíduos” é o melhor sistema ora existente para manter a fertilidade.

Além de preservar os solos naturalmente férteis, é da maior importância, na realidade, criar a fertilidade em solos mal dotados pela natureza. Assim vem sendo feito nos campos nativos do sul do Brasil e no cerrado das regiões quentes e chuvosas do restante do País.

Admitindo que toda a expansão da área plantada tenha sido feita em terras fracas a partir de 1975, pode-se avaliar em 17 milhões de hectares a área em que se criou um alto nível de fertilidade antes inexistente.

Em 1995, convidamos o laureado Prof. Norman Borlaug, Prêmio Nobel da Paz 1970, para vir conhecer o que estava acontecendo nos solos pobres do Brasil. Mais recentemente, em 2004, ele, juntamente com seu amigo Prof. Ed. Runge, ambos da Faculdade de Agronomia da Universidade Texas A&M, vieram rever nossa agricultura, por iniciativa própria e com nosso assessoramento.

Após percorrer as regiões agrícolas do PR, MS, MT, GO e MG, em 1995, amassando barro e vendo com os próprios olhos, assim se manifestou por carta o Dr. Borlaug: “Estou convencido de que o que está ocorrendo no Cerrado é um dos mais espetaculares eventos de desenvolvimento agrícola que se realizou no mundo nos últimos cem anos”.

Mais recentemente, depois de presenciar colheita de soja seguida de plantio de milho, em grande escala na Faz. Tucunaré – Sapezal/ MT, assim se expressou: “ hoje foi um dos grandes dias de minha vida”, e concluiu: “o Brasil será no séc. XXI o que os EUA foram no séc. XX” (em termos de produção agrícola).

Solicitamos pois que nos indiquem o que podemos fazer para que os novos agrônomos venham a conhecer e a confiar na nova agricultura, conservacionista e sustentável, baseada no “solo imperturbado recoberto de resíduos”.

Cabe a todos nós, veteranos e “sêniors”, olhar para o futuro, que está na mocidade que se prepara para nos substituir. Mandem-nos, pois, idéias e sugestões.

Cordialmente,

Fernando Penteado Cardoso, Presidente

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