JULHO 2018-Safrinha de milho colhida com alguma seca na R2-Trigo semeado na R1. Iniciado pastoreio pós-soja, formados direto ou consorciado ao milho. Fenação na R4 para compensar retirada do gado para pastos permanentes mal brotados.
 
 RALLY DA SAFRA 2018
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(mla)
:: PESQUISAS COMPROVAM BONS RESULTADOS NA PRODUÇÃO PECUÁRIA COM PASTOS APÓS SOJA
De acordo com Fernando Penteado Cardoso, tanto a Integração Lavoura/Pecuária (ILP) como a Integração Lavoura/Pecuária/Floresta (ILPF) referem-se, basicamente, à formação de pastagem após as culturas de soja ou de milho.

No caso da cultura de soja os pastos são semeados em área total, antes da colheita ou plantados, pós colheita, com equipamento próprio da soja. No caso do milho, tanto de ano como de segunda safra (safrinha), as sementes da pastagem são misturadas ao adubo ou esparramadas por ocasião da adubação de cobertura.

Qualquer que seja um dos sistemas mencionados, chamado pasto de inverno, haverá necessidade de adaptação da área com cercas e fornecimento de água para os animais, e deve contar ainda com facilidade de curral. Outro aspecto a considerar é o período do plantio do cereal antes que as pastagens permanentes estejam em condições de receber a sobrecarga dos animais mantidos no pasto de inverno.

"Os sistemas de pasto de inverno ocupam ainda áreas limitadas, se considerarmos a pecuária como um todo, devido às dificuldades mencionadas", explica Cardoso. "Em Santo Inácio/PR, projetos financiados pela Fundação Agrisus, demonstram que pastos após soja têm produzido entre 250/300 kg/ha de peso vivo. A B.ruzizienses plantada pós soja apresenta, no Paraná, um teor de proteína bruta de até 13% aos 60 dias da germinação quando se inicia o pastoreio. Essa qualidade excepcional vai baixando pouco a pouco até ao redor de 4% no final do período de utilização".

De acordo com ele, em Uberlândia/MG, pastagens após milho de verão vêm produzindo ao redor de 100 kg/ha de peso vivo. Em Santana/PA grandes extensões vêm sendo semeadas por avião com B.ruzizienses, pouco antes da colheita da soja, para serem utilizadas durante a seca pelos bezerros recém desmamados com grande sucesso. As pastagens pós soja são utilizadas ao redor de 100 dias, quando os animais são retirados para que haja uma recuperação da fitomassa para dessecação ao final de 30 dias com cerca de 4 toneladas/ha de matéria seca, assegurando o sucesso do sistema de plantio direto.

Apesar dos resultados favoráveis, o fundador da Agrisus considera que o sistema dificilmente será adotado por todos os produtores, principalmente por aqueles que não se dedicam a pecuária ao mesmo tempo. "Em que pese a boa qualidade da pastagem e os resultados acima mencionados não se pode prever uma adoção generalizada, face aos requisitos e exigências requeridos pelo sistema", conclui Cardoso.

Fonte: Fundação Agrisus
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