JULHO 19

As colheitas de cana-de-açúcar, café, citros e muitas outras frutíferas avançam nas regiões produtoras enquanto o frio e a estação seca preparam as plantas para as novas floradas e futuras produções.

 
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:: Relatório de Atividades 2006
Senhores membros do Conselho de Curadores:

Nos termos do Item IV do Art. 17 do Estatuto e dentro do prazo previsto no Art. 27, submetemos à apreciação desse Conselho as Demonstrações Contábeis do exercício de 2006 bem como nosso Relatório para o período em revista.

FINANÇAS

O superávit alcançado no ano em revista foi levemente inferior ao resultado do ano anterior, vindo a atingir a R$1.610.131, em parte devido à desvalorização cambial que acabou reduzindo o valor de nosso investimento no exterior em cerca de 3%. Essa aplicação no Banco do Brasil –USA rendeu 6,6% quando expressa em dólares, enquanto que o fundo Agrisus BB-FAQ rendeu 15,7%.

As despesas operacionais elevaram-se em 51%, alcançando a R$ 126.457, em razão do aumento do volume de projetos gerenciados pela Fundação FEALQ. O Fundo Agrisus que regula as verbas orçamentárias para projetos, reduziu-se em R$ 511.900, valor correspondente aos financiamentos feitos a fundo perdido, dentro das finalidades da Fundação.

Os depósitos judiciais elevaram-se em 20,6% , alcançando a R$ 1.948.049, sem que a ação judicial para reconhecimento da imunidade tributária da entidade tenha caminhado para uma solução.

No correr do exercício foi mudada a administração do Fundo BB- Agrisus FIC, passando para o Banco Indusval que vem exercendo a atividade a contento.

Levando em conta o Orçamento para 2006 aprovado pelo Conselho em reunião de 17.12.05, a Diretoria aprovou a seguinte destinação do saldo de 2006, ad referendum do Conselho:

a) R$ 511.905,41 para crédito do Fundo Agrisus, restabelecendo a dotação de R$ 1.000.000 para financiamento de projetos;
b) R$ 1.100.000 para acréscimo do Patrimônio Fixo, elevando-o para R$ 17.900.000;
c) R$ 14.901,31 remanescendo como saldo diferido.

A elevação do Patrimônio Fixo em 8,4%, além de proteger o patrimônio como previsto em nosso Estatuto, virá, igualmente, proporcionar maior receita financeira a ser destinada futuramente ao Fundo Agrisus.


PROJETOS

No decorrer do exercício recebemos 95 novos pedidos de financiamento dos quais 59 foram acolhidos para análise. A Diretoria, por sua vez, aprovou 53 pedidos que assim se comparam com os do ano anterior:


........................................................................................................2005...........2006
-Pesquisa agronômica .....................................................................13................16
-Cursos e treinamentos ...................................................................07................01
-Participação em cursos, treinamentos, etc ....................................16................20
-Publicações especializadas ...........................................................03................01
-Congressos, Encontros, Simpósios, etc ........................................10................15
.................................................................................Soma................49................53


Os projetos e respectivos orçamentos foram submetidos e aprovados pela Diretoria, tendo todos eles sido financiados com recursos próprios da Fundação Agrisus, no montante retro-mencionado de R$ 511.905,41. Os pagamentos, acompanhamentos e comprovações foram feitos através da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – FEALQ, conforme Convênio Operacional em vigor.

Desde o inicio de suas atividades em 2001, inclusive o ano de 2006 foram recebidos 291 pedidos dos quais foram recusados 110, seja por não se adequarem às finalidades da entidade, seja por não apresentarem evidência satisfatória de viabilidade. Excluindo os pedidos ainda sob analise, os projetos aprovados podem assim ser grupados:


..............................................................................Concluídos.....Andamento.......Total
-Pesquisa agronômica ..............................................31.....................24.................55
-Cursos e treinamentos ............................................09.....................02.................11
-Participação em cursos, treinamentos, etc .............58.....................02.................60
-Publicações especializadas ....................................02.....................02.................04
-Congressos, Encontros, Simpósios, etc .................42.....................03.................45
..............................................................Soma..........142....................33................175

Dentro desse elenco de projetos em andamento e concluídos, alguns se destacam pelo seu mérito técnico e finalidade educacional através da disseminação de tecnologia previamente comprovada.

• No RS o projeto (041-03) “Métodos práticos de mensuração das características físicas essenciais na avaliação da fertilidade do solo sob SPD” - Telmo Amado e. Antônio L. Santi - na UFSM procuraram identificar as características físicas e de fertilidade no potencial produtivo do solo sob SPD, visando o manejo. As avaliações foram realizadas em três locais com potenciais produtivos (alta, média e baixa produtividade) com PD cinco e dez anos. Nas zonas de baixo potencial o teor de MO é inferior, a resistência a penetração e a densidade são maiores e a infiltração de água menor. Somente adubação química não homogeniza os rendimentos das áreas. Há necessidade de práticas integradas de manejo diferenciadas de acordo com a zona de potencial de rendimento. Utilizar adubação orgânica e culturas de cobertura de sistema radicular bem desenvolvido visando minimizar as limitações detectadas. Confirmam-se as hipóteses iniciais de que a expressão de elevados ou baixos rendimentos é fruto de uma interação química, física e biológica. Dados de agregação do solo e infiltração de água são indicadores dessa qualidade uma vez que separaram claramente, onde estão ocorrendo alta, média e baixa produtividades, confirmadas pela a análise inicial dos mapas de colheita.

• Outro projeto apoiado no RS (202-06) “Tecnologia para o manejo dos solos, das culturas e dos animais em sistema de ILP em PD” - Paulo C. F. Carvalho, tem objetivo adequar o manejo do solo, da planta, do animal e das máquinas agrícolas num sistema de integração lavoura-pecuária em plantio direto. Os resultados da fase pastagem com o plantio da mistura de aveia preta + azevém possibilitou o pastejo durante 4 mese no inverno. Criou-se, um gradiente de intensidades de pastejo caracterizando distintas condições de manejo da pastagem. A carga animal média, decresceu com a altura da mesma, estando as maiores cargas nos tratamentos de menor altura. O GMD aumentou à medida que a altura de manejo também aumentava, atingindo um máximo de 1,15 kg animal/dia na altura de pastejo de 40 cm. O ganho de peso por área GPA ha-1 apresentou resposta linear e negativa às alturas de manejo. Na medida em que havia redução da altura, o maior ganho por área foi no tratamento de 10 cm, devido a maior carga animal, totalizando 612 kg de PV ha-1. Aplicação prática: Objetivando a terminação de animais, no ciclo da pastagem, recomenda-se a condução do pasto em 20 cm de altura, o que permite elevado ganho de peso, tanto individual como por área.

• No PR, projeto (197-06) “Impacto das minhocas sobre o solo” - Marie L. C. Bartz Cruz - teve o objetivo de relacionar propriedades de solos sob diferentes sistemas de manejo sobre a sobrevivência e produção de caprólitos por duas espécies de minhoca. A sobrevivência e ganho ou perda de peso das minhocas está diretamente relacionada à qualidade e quantidade de matéria orgânica no solo. Os solos do experimento foram coletados na camada de 0 a 20cm do perfil, sendo excluída a camada da palhada. Este talvez tenha sido o fator determinante na sobrevivência e na manutenção ou ganho de peso das minhocas. As análises químicas dos coprólitos mostraram uma melhoria na fertilidade do solo para as duas espécies utilizadas. Houve aumentos nos valores de pH, CTC, SB e V% e nos teores de C, K, P, Ca, Mg e S e decréscimo no teor de Al. Aparentemente as maiores alterações ocorreram para a espécie A. gracilis.

• Ainda no PR, o projeto 201-06 - Fernando R. Sichieri - teve o objetivo de desenvolver sistemas integrados que produzam biomassa para o SPD e alimento para o gado no periodo de inverno. A técnica envolve o sobre-semeio de forrageiras na soja quando as plantas iniciam a fase de senescência. Durante duas épocas os campos são pastejados, e procedem-se as medições necessárias de produção de leite e das forragens no início e no final dos pastejos. Os resultados mais expressivos foram observados nos tratamentos T3 (semeadura direta de tanzânia + Brizantha) e T5 (sobre-semeadura de Tanzânia + Ruziziensis). No tratamento T3 a produção de leite foi de 1.453 litros e a massa seca para o SPD foi de 7.165 kg/ha. No T5 a produção de leite foi de 2.019 litros e a massa seca foi de 6.910 kg/ha. A validação dos tratamentos com forrageiras anuais em sobre-semeio ou por semeadura direta mostrou-se sustentável e lucrativa nos anos de 2005 e 2006.

• No mesmo experimento no PR, o projeto 270-06 “Comportamento de palhadas e raízes em SPD” - Caroline M. Bordon - teve por objetivo avaliar o desenvolvimento do sistema radicular de forrageiras e da soja no sistema integrado lavoura-pecuária em Santo Inácio. As avaliações dos sistemas radiculares das forrageiras antes da sua dessecação está sendo conduzida mediante abertura de trincheiras seguindo metodos científicos propostos no projeto inicial. Ainda não estão disponíveis os resultados do trabalho.

• Em SP, estudos com nematoides (146-05) “Resistência de coberturas vegetais a um nematóide”- Mario M. Inomoto - tiveram objetivo de estimar a reação de suscetibilidade ou resistência de algumas coberturas vegetais a Pratylenchus brachyurus. Esse nematoide tem causado enormes prejuizos em culturas de soja e algodão no Centro Oeste. Panicum maximum é boa hospedeira de P. brachyurus. Na variável fator de reprodução, o capim Mulato se igualou à soja e aos dois genótipos de P. maximum. Por seu turno, B. dyctioneura não diferiu de C. spectabilis. As demais braquiárias apresentaram resposta intermediária, com B. humidicola, B. decumbens e B. ruziziensis mais próximas de B. dyctioneura, e B. brizantha mais próxima do capim Mulato. Deve-se dar preferência a B. dyctioneura. Em especial, tais informações serão úteis no manejo de P. brachyurus nas culturas do algodão e da soja na região central do Brasil, em que a incidência do nematóide tem sido crescente. Sob o aspecto aplicado as brachiarias mostraram boa capacidade de supressão do nematoide em especial a B. ruziziensis, que é excelente opção para produção de palha para o SPD. Deve-se estimular a validação deste projeto em condição de campo infestado pelo nematoide.

• Em SP, estudos com plantas de cobertura – Projeto 170-05 - Sandro Brancalião - mostrou que a aveia, mesmo com maior cobertura do solo, não condicionou maior produtividade da soja na maior dose de N. Em contrapartida, o sorgo, na dose de 60 kg.ha-1 de N condicionou maior produtividade de soja em resposta linear, com ganho expressivo ao produtor. O milheto BN2, utilizado na primavera, proporcionou maior altura de plantas de soja, o que não acarretou, obrigatoriamente, neste caso, maior produtividade.

-Dois projetos com calagem em PD e um com gesso estão sendo conduzidos em SP. O projeto 217-06 “Correção da acidez do solo por meio da aplicação superficial de calcário na implantação de áreas de PD” - Cristiando A. Andrade - tem objetivo de estudar os a aplicação superficial de calcário em SPD em relação ao tradicional de incorporação. Houve aumento foliar de Ca e redução de K nos tratamentos com calcário aplicado na superfície. Ca na folha da soja aumentou linearmente com a dose de calcário aplicada, passando de 9,6 g kg-1 (sem calcário) para 11,4 g kg-1 no tratamento com 5,2 t ha-1. O teor foliar de P não sofreu efeito do modo de aplicação do corretivo. Tanto na soja (2005/06) como no trigo (inverno 2006) as produtividades foram deprimidas pela seca. Isso foi mais limitante à produção do que os fatores testados (modo de aplicação e doses de calcário). Os resultados de calcário residual, até 20 cm de profundidade indicam que o calcário aplicado sobre a superfície do solo reagiu de 1,5 a 2,0 vezes menos do que o incorporado ao solo. Nos mesmos experimentos em SP o projeto 247-06 “Doses de calcário e propriedades fisico-hidrica do solo em plantio direto e convencional” - Isabella C. de Maria - estuda a interação entre calagem e propriedades fisico-hídricas no SPD.

-Em Palmital verificou-se a presença de “pé de grade”, entre 15 e 20 cm de profundidade, nos tratamentos de calcário incorporado. Visualmente a estruturação do solo estava melhor em calcário superficial. No calcário incorporado notou-se mais raízes em profundidade. Na dose máxima de calcário em superfície havia grande quantidade de calcário residual. Em Palmital, antes ocupada por eucalipto, 80% de argila, a estruturação do solo é mais forte. Em Mococa, um Argissolo antes ocupado por pastagem, a estrutura é mais friável reflexo da grande quantidade de raízes da pastagem.. Por causa seca, a produção de soja foi prejudicada em Palmital e não foi possível instalar a cultura de outono em Mococa. “Observamos que essas condições têm sido muito comuns nas duas regiões e que é preciso buscar soluções para reduzir o risco dos produtores por meio de técnicas como a sobressemeadura e o plantio de primavera.”

-O projeto 254-06 em SP, “Caracterização física e química do efeito da aplicação de gesso em um Nitossolo Vermelho Eutroférico” - Glécio M. Siqueira – estudou o efeito de doses de gesso até 40 t/ha em atributos químicos e físicos de solo cultivado com cana-de-açúcar em PD. Depois de um ano, as doses de gesso não alteraram o teor de Al+3 do solo, porém as doses de 20 e/ou 40 t ha-1 incrementaram o Ca+2 até 40 cm de profundidade, o que provocou a lixiviação em profundidade no perfil do solo de K+ e Mg+2, deslocados do complexo de troca. Houve dispersão de argila nas camadas até 60 cm de profundidade, para as duas maiores doses, incrementando por eluviação, o teor total de argila em profundidade (abaixo de 40 cm). Apesar dessas alterações relacionadas à argila, não foi observado efeito do gesso na resistência do solo à penetração.

-O projeto 228-06 SP “Sistemas de integração lavoura e pecuária na recria de bovinos de corte” - Roberto M. Peres - tem objetivo recuperar áreas com pastagens degradadas, viabilizando a sustentabilidade de processos produtivos por meio da implantação da integração lavoura e pecuária, utilizando o PD. O projeto está em fase de implantação e deverá trazer informações valiosas para a recuperação de pastagens degradadas mediante a introdução anual ou a cada dois anos de plantações de milho seguido da re-introdução das gramíneas forrageiras. Ainda não há resultados disponíveis.

-Em GO o projeto 157-05 “ILP na safrinha do cerrado” - Fábio R. Pires - teve por objetivo selecionar as espécies para implantação de forragem consorciada com soja, em sobre-semeadura, e definir a época limite para formação de palhada para o SPD no cerrado. Dentre as espécies estudadas, as braquiarias ruziziensis e brizantha foram as de melhor desempenho em qualquer época de semeadura. A B. brizantha apresentou baixa emergencia de plantas e baixa % de cobertura do solo. Entretanto, mostrou extrema rusticidade, e mesmo com o baixo estande, conseguiu recuperar-se, apresentando elevado número de perfilhos, elevado acúmulo de matéria seca (MS), ótima cobertura do solo e alta resistência ao estresse hídrico. As épocas de plantio mais precoces mostraram os melhores resultados. A B. ruziziensis, apresentou melhor desempenho e potencial para sobre-semeadura. Proporcionou elevado acúmulo de MS em todas as avaliações e facilidade de controle por parte dos herbicidas utilizados na dessecação de manejo.

-No MS, o projeto 081-04 “Alternativas de outono-inverno e seu efeito na soja e milho safrinha, em MS” - Gessi Ceccon - avaliou espécies alternativas no outono-inverno para produção de palha e grãos, em SPD. O milho safrinha foi a espécie “alternativa” que mais produziu palha, demonstrando a sua importância no sistema de produção. A presença de uma espécie em consórcio não diminuiu o rendimento de grãos do milho. Verificou-se que somadas as palhas do milho com B. brizantha, com B. ruziziensis ou com Tanzânia apresentaram os maiores rendimentos. O maior rendimento de grãos de soja ocorreu após a B. ruziziensis solteira, onde também apresentou população de plantas infestantes menor que a soja cultivada sobre milho safrinha solteiro. O rendimento de grãos de milho safrinha cultivado depois da soja foi maior quando após a B. ruziziensis solteira e consorciada. “O milho safrinha em consórcio com B. ruziziensis é uma opção para produção de palha e grãos no outono-inverno e, pode constituir uma importante alternativa para o SPD em Mato Grosso do Sul”.

-No projeto 174-05 “Avaliação de estratégias de manejo para viabilizar a implantação de espécies forrageiras em consórcio e/ou em sucessão à cultura da soja” - Luis A. Zago Machado - avaliou diferentes técnicas de manejo. Entre as espécies avaliadas destacaram-se Mombaça, Tanzânia e Xaraés. Superaram o milheto, principal forrageira utilizada entre as safras de soja. Estas mesmas espécies destacaram-se, juntamente com a Brachiaria decumbens, para a produção de palha. Para conhecer melhor as espécies avaliadas, foi aplicado 3 l/ha de herbicida Glyphosate, visando a semeadura da soja, e foi realizado o percentual de controle após 21 dias. O menor percentual de controle foi observado no capim Mombaça, seguido de Tanzânia. Em compensação a Brachiaria ruziziensis, menos produtiva, foi a de maior percentual de controle, seguido da B. decumbens. Com estes resultados é possível agrupar as espécies mais adequadas a para o pastejo e para cobertura de solo.

-O projeto 175-05 “Algodoeiro em SPD” - Fernando M. Lamas - avaliou um sistema de produção para assegurar a sustentabilidade do cultivo do algodoeiro em SPD no MS. No SPD envolve também a rotação de culturas: algodão – soja – milho - algodão. Nas parcelas com soja, após a colheita é a feita a semeadura de B. ruzizienis. Nas parcelas com milho, em meados de janeiro, é feita a semeadura de B. ruzizienis nas entre linhas. Nas parcelas onde o sistema de manejo é convencional, após a colheita da soja ou do algodão é feito o preparo do solo (aração + gradagens). Até agora verificou-se que a produtividade de fibra não difere significativamente entre os sistemas estudados: 1.555 kg/ha, no convencional e 1.442 kg/ha no SPD.

-Dos projetos aprovados e iniciados recentemente destacam-se dois sob o tema do aporte de Carbono no SPD – 262-06 – Julio C. Salton – Aporte de C e agregação do solo e o projeto 264-06 – Marcos Gervasio – Estoque de C, frações de M.O e P remanescente; um sobre adubação nitrogenada no algodoeiro em SPD – projeto 269-06 – Maria C.S. Carvalho.

Dos eventos patrocinados pela Agrisus alguns já eram e outros estão se tornando referência no país, pois a revisão de novos conhecimentos significa um aprendizado para os participantes. No ano de 2006 merecem destaque os seguintes:

• Rally da Safra 2006 - No inicio de 2006 a Agrisus patrocinou levantamento da situação do plantio direto em quatro regiões climáticas no Brasil, realizado num percurso de 21.000 km em 14 estados nas regiões produtoras de soja e milho possibilitou uma visão clara da diferença entre regiões do país quanto às dificuldades de produção de palha para o SPD.

• 5º Dia de Campo Arenito do Vale - promovido pela Universidade Estadual de Maringá em Santo Inácio – PR no dia 01 de fevereiro de 2006. Participaram do evento 132 pessoas, entre técnicos, pesquisadores e produtores agrícolas.

• Simpósio de Nitrogênio e Enxofre na Agricultura promovido pela ESALQ/USP em Piracicaba/SP de 17 a 19 de abril – 300 participantes.

• 16ª Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água – “Os desafios do Carbono no Manejo Conservacionista” SBCS e Universidade Federal de Sergipe em Aracaju/SE – 790 participantes.

• III Simpósio Internacional sobre a Dinâmica do Fósforo na Interface Solo-Planta – Promovido pela Embrapa Milho e Sorgo em Uberlândia/MG, de 14 a 19 de maio de 2006. Participaram 123 cientistas de 22 países.

• II Semana Agronômica do Curso de Agronomia de Cassilândia – MS promovida pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS em Cassilândia no período de 22 a 26 de maio de2006. Participantes – 226.

• Comemoração dos 25 anos de Plantio Direto de Morrinhos- coordenado pelo Sindicato Rural de Morrinhos, em Morrinhos/GO, de 6 a 9 de junho de 2006.Nas quatro palestras realizadas tiveram 240 participantes.

• 4º Fórum de Debates sobre Plantio Direto promovido pela Associação de Plantio Direto do Vale de Paranapanema em Assis/SP no período de 12 a 13 de julho de 2006. Nos dois dias cerca de 800 pessoas, entre técnicos e produtores participaram do evento.

• 6º Dia de Campo Arenito do Vale - promovido pela Universidade Estadual de Maringá em Santo Inácio, PR, no dia 24 de agostode 2006. – 188 participantes.

• 10º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, realizado em Uberaba/MG, organizado pela FEBRAPDP.em agosto de 2006, contando com cerca de 400 participantes.

• FERTBIO 2006 – SBCS e Embrapa Agropecuária Oeste de Dourados, MS evenco ocorrido em Bonito, MS de 17 a 22 de setembro. Reuniu 1.203 participantes, 62% estudantes e 38% profissionais.

• Conferência da Revista Plantio Direto promovida pela Revista Plantio Direto em Passo Fundo, RS, de de 4 a 5 de setembro de 2006. Presentes 190 participantes do RS e SC.

• VI Reunião Sul-Brasileira de Ciência do Solo promovida pela SBCS e Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS no período de 7 a 9 de novembro de 2006. Contou com 197 participantes.

• IV Semana de Agronomia & Mostra de Trabalhos Científicos.- UEM – Maringá/PR de 6 a 10 de novembro de 2006. Nos cinco dias compareceram um total de 510 participantes.

• I Workshop sobre Manejo Sustentável na Agricultura- POTAFOS/ESALQ- Piracicaba/SP, de 22 a 24 de novembro de 2006. Presentes 260 participantes.

• Reunião dos Executores de Ensaios de Plantio Direto na Palha no Semi-Árido de Pernambuco organizada pelo IPA – Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária em Recife, PE no período de 4 a 9 de dezembro de 2006. Foi registrada a presença de 79 participantes incluindo os palestrantes.


No ano de 2006 a Agrisus deu grande apoio à educação dos profissionais ligados direta ou indiretamente às atividades rurais, no auxílio para participação em eventos, cursos e treinamentos. Destacamos alguns eventos e participantes pela Agrisus:


• XVI Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e Água: Adelar J. Fabian, Daniel C. Rossin, Glécio M. Siqueira, Sandro Brancalião, Maria C. S. Carvalho,

• Fertibio 2006: José L. R. Torres, Regis Heinrics, Leidivan A. Frazão e Enilson B. Silva com 10 estudantes.

• World Congress of Soil Science: – Sidney R. Vieira, Bernardo van Raij e Julio C. Salton.

• X Encontro de Plantio Direto na Palha: Antonio T. Sobrinho, Jackson A. Barbosa com 10 estudantes, Christiano A. Andrade, Denizart Bolognesi, Isabella C. de Maria

• IV Congresso Brasileiro de Agroecologia: Luiz A.O. Penha

Outros eventos de abrangência regional receberam apoio da Agrisus nesses anos. Foram financiados eventos relativos a dias de campo, semanas agronômicas, treinamentos de produtores em plantio direto, simpósios e outros. Os públicos atingidos foram também bastante diversos: agricultores, agrônomos, pesquisadores, professores e estudantes. No total, esses eventos contaram com mais de 5.000 participantes que tiveram ciência da atuação da Agrisus ao disseminar conhecimentos técnicos e, através da educação, aprimorar a formação profissional.

Os desembolsos com projetos, cobertos pelo Fundo Agrisus, somaram nesses 6 anos a R$1.404.586, bastante aquém das verbas aprovadas, o que se explica pelo rigor no critério de aprovação, preso tanto à adequação como à viabilidade dos pedidos recebidos.


ADMINISTRAÇÃO

No decorrer de 2006, foram realizadas Reuniões da Diretoria e 2 Reuniões do Conselho de Curadores, cujas atas foram encaminhadas ao DD. Promotor Curador de Fundações. As atividades operacionais dos projetos continuam a cargo da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz- FEALQ, dentro do Convênio em vigor, permanecendo as providências financeiras em mãos dos diretores com funções executivas.

A análise dos pedidos de financiamento continua sendo encaminhada para o escritório do Secretário Executivo em Campinas, Dr. Ondino Bataglia, onde são analisados em ambiente de freqüente troca de idéias com o Presidente da Agrisus.

Nossa filiação à Associação Paulista de Fundações- APF, da qual é Presidente a Sra. Dora Cunha Bueno, tem sido profícua, resultando já no preparo da documentação visando o credenciamento da Fundação Agrisus como entidade de utilidade pública. As diligências para esse feito foram contratadas com o Escritório Contábil Dom Bosco por indicação da APF.

Como mencionado anteriormente, foi efetivada a transferência da administração do Fundo BB-Agrisus FIC para o Banco Indusval, permanecendo o Presidente como representante da cotista e indicando a Vertex - Gestão de Recursos Ltda para gestora dos investimentos.

Por exigência da Procuradoria das Fundações, prestamos as informações requeridas pelo formulário SIF par 2005, tendo igualmente satisfeito igual solicitação para os exercícios de 2003 e 2004.

A Agrisus foi convidada para se fazer representar junto à “Câmara Temática de Agricultura Competitiva e Sustentável” do MAPA, tendo indicado o diretor Fernando P. Cardoso Filho para o cargo. Foi homenageada pela ESALQ em conjunto com sua Associação dos Ex-Alunos-AEALQ, pelos 5 anos de atividade, através de placa comemorativa entregue pelo Diretor da Escola durante o Dia do Agrônomo, celebrado a 14 de Outubro de 2006, em Piracicaba.

Nosso diretor Prof. Roque Dechen recebeu o honroso título de “Agrônomo do Ano 2006” e, no mês de Dezembro, foi eleito e designado para Diretor da ESALQ para o quadriênio 2007/2010.

Durante o exercício de 2006 a Agrisus se fez representar, por seus diretores ou delegados, junto a eventos relacionados à agricultura conservacionista, dentre os quais merecem destaque:

12 de Janeiro- Entrega do Prêmio Agrisus ao aluno com melhores notas nas matérias relacionadas à agricultura de conservação, na ESALQ, durante a celebração da Formatura;

18 de Fevereiro- Dia de Campo da POTAFOS, Aguai/ SP

25 de Fevereiro- Visita ao Sitio Ceres, Ouro Fino/ MG, para conhecer o estado da Brachiaria e Arachis introduzidos em cafezal de 40 anos.

11 de Abril – Cerimônia de Encerramento do Projeto Rally 2006, Bolsa de Mercadorias e Futuros, S.Paulo.

17 de Abril – Simpósio sobre N e S, ESALQ, moderador F.Cardoso.

8 de Maio – Jantar da Assoc. Eng.Agr. ESP-AEASP, com homenagem ao Agrônomo do Ano 2005, Dr. José Levi Montebelo

14 de Maio- Simpósio Internacional do Fósforo promovido pela EMBRAPA-Milho e Sorgo- Uberlandia/MG.

30 de Maio- Almoço com o Editor Chefe da revista A Granja, Sr. Hugo Hoffman.

6 de Junho – Simpósio P.D., Morrinhos GO, homenagem a John Lander, palestra Alisson Paolinelli e comemoração ao Projeto Morrinhos para PD no cerrado (Manah 1985/88)

27 de Junho – Entrega do Prêmio IAC 2006- Setor Agro-negócio, do Inst.Agronômico de Campinas, ao Presidente F.Cardoso.

8 a 10 de Julho- X Encontro Nacional PDP, Uberaba, SP- Posse F.Filho junto Grupo Meio Ambiente MAPA.

6 de Setembro – IV Conferência Revista Plantio Direto- Passo Fundo/ RS.

8 a 10 de Setembro-Visita a Sinop, Lucas do Rio Verde e Da. Isalbina, no Estado de MT- para conhecer o ILP após soja, o melhoramento do arroz e a evolução da fertilidade do solo amazônico após 30 anos de cultivo.

17 a 22 de Setembro – Reunião Técnica Fertbio-2006, em Bonito/ MS.

14 de Outubro- Dia do Agrônomo na ESALQ, homenagem pelos 70 anos de formatura do Presidente Fernando Cardoso e pelos 5 anos da Agrisus.

8/20 de Outubro- Viagem a Des Moines, IA- EEUU, para participação no Simpósio “A Revisão da Revolução Verde” e na entrega aos agrônomos Colin McClung, Alysson Paolinelli e Edson Lobato do Prêmio Mundial do Alimento-WFP, na presença do laureado Dr.Norman Borlaug.

22 de Novembro- Work Shop Manejo Sustentável na Agricultura- ESALQ.

23 e 24 Novembro – Viagem a Altamira, Medicilândia e Uruará no Estado o Pará, para conhecer o progresso da agro-pecuária ao longo da Trans-amazônica, cuja abertura se deu na década de 1970.

12 de Dezembro – Confraternização do Setor de Fertilizantes, na FIESP, S.Paulo.

19 de Dezembro- Confraternização Setor Industrial- FIESP, S.Paulo.


Nosso “site” vem cumprindo sua finalidade informativa, tendo alcançado a 2.600 visitas mensais, concentradas nos dias subseqüentes às Circulares endereçadas a mais de 2.000 nomes de nossa lista de recebedores. Estas circulares expressam o pensamento da Agrisus sobre assuntos em evidência, tais como “O Estado da Arte do PD no Brasil”, “O Prêmio Mundial do Alimento - World Food Prize a Brasileiros”, dentre outro. A técnica do site foi reformada afim de torná-lo mais fácil de ser atualizado, bem como de enriquecê-lo com fotografias, o que foi noticiado por circular intitulada “O Site Reformulado Para Melhor Servir”. No final do ano iniciamos estudos para aperfeiçoar nosso regulamento de pedidos de financiamento, estabelecendo um sistema de classificação de projetos estreitamente vinculado às nossas disposições estatutárias.

São Paulo, 5 de Março de 2007.

A Diretoria


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Conveniada: Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz - FEALQ 
Contato: agrisus@agrisus.org.br e agrisus@fealq.org.br